quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Texto Reflexivo: A dança do universo


UNIVESIDADE FEDERAL DA BAHIA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA - ENSINO FUNDAMENTA/SÉRIES INICIAIS
PREFEITURA MUNICIPAL DE IRECÊ.

Docente: Clívio Pimentel
Cursista: Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro.


O livro “A Dança do Universo” nos ajuda a compreender a relação da ciência e os mitos sobre a criação do universo, devido às pesquisas e o tipo de vida que a humanidade vai construindo ao longo de novas descobertas. Os mitos da criação nos fornecem um retrato fundamental de como determinada cultura percebe e organiza a realidade à sua volta, enquanto que a ciência procura explicar como tudo isso aconteceu.
É natural que as diferentes culturas tentem formular uma explicação para a origem do universo. Elas procuram sempre usar uma linguagem essencialmente Metafórica, pois esta baseado em símbolos que têm significado dentro da cultura geradora do mito.Metáforas também são comuns em ciência, especialmente a ciência que explora fenômenos alheios à nossa percepção sensorial, como por exemplo no mundo do muito pequeno e do muito rápido, o domínio da física atômica e subatômica.
Isso explica por que mitos determinadas culturas podem parecer completamente sem sentido em outra.
Nós, professores, em sala de aula, podemos trabalhar com a ciência através de hipóteses e teorias, haja vista que existe uma diversidade de teorias a esse respeito, sendo as mais conhecidas a teoria da evolução e a teoria bíblica.
Quando abordamos o assunto em sala de aula, observamos que os alunos já possuem um conhecimento sobre o conteúdo, e não deixa de existir algumas polêmicas, pois, a religião está intrínseca no contexto cultural do qual fazem parte. Por exemplo, o mito Assírico mostra outra versão da criação do homem (800 a.C.). Eles acreditavam que o mundo surgiu dos deuses e através do poder da fertilidade da terra. Esta é uma das diversas versões que podemos encontrar a respeito da criação do universo.
Segundo Gleiser:

Infelizmente, existem dois lados para tudo, inclusive para as descobertas científicas. Como disse Sidarta Gautama, o Buda, “onde existe luz, existe sombra”. O conhecimento pode gerar poder, e o poder é muito sedutor. A ciência pode curar, mas também pode matar. Contudo, a alternativa, certamente, não é desprezar a importância crucial da ciência para a sociedade. Essa atitude seria uma viagem sem escalas para o obscurantismo, forçando nossa qualidade de vida a regredir aos padrões miseráveis de um passado não muito distante. O conhecimento não representa necessariamente sabedoria, mas com certeza a ignorância nunca é uma opção razoável (Gleiser, 1997, p. 275).

As descobertas da ciência têm como finalidade estudar as leis físicas e a da escola permitir que as novas gerações participem da sociedade a quem pertencem e tenham a capacidade de criar soluções para os problemas que diz respeito a ciência e o estudo com o universo, sempre  buscando relações entre as coisas existentes no universo, e desta forma, explicar as suas origens. Estudar o livro me permitiu conhecer as possibilidades de teorias científicas levando em consideração as proposições feitas pelos cientistas em consideração àquilo que eles sabem até os dias de hoje e, portanto, tais opiniões poderão mudar de acordo com novas descobertas.
Observando a ideia central que as escolas pré-socráticas discutiam, nos possibilitou compreender os conflitos entre algumas teorias, pois, para cada teólogo mais importante da época, as observações astronômicas podiam apresentar o real e provável sobre a formação do universo diante de diferentes teorias, ficava difícil descobrir qual era a correta e se atentar para o fato de que todas as vezes que nossos antepassados criaram algo novo aquilo influenciava na vida de toda a comunidade e na sua cultura.
Antes da leitura do livro “A dança do universo”, eu via a ciência como algo distante da realidade que estamos inseridos, além disso, a minha visão era que a maioria dos cientistas não acreditava em Deus. Com isso, me questionava como eles viam o surgimento do universo, quais as teorias que apresentavam? E tudo isso me deixava um tanto confusa.
O estudo deste livro ampliou uma melhor compreensão do surgimento do universo, analisando as teorias apresentadas pelos cientistas ao longo da história. Desta forma, trabalhar com os alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental ficou mais fácil, haja vista, eles sempre apresentam os seus questionamentos sobre este conteúdo. Com isso, me interessei em estudar o livro e participar das discussões com as colegas e o professor Clívio sobre o tema: Ciência no mundo: uma abordagem histórica. Tais discussões serviram-me, sobremaneira, para nortear os meus conhecimentos, pois os conteúdos abordados no terceiro ano sobre a origem do universo traz uma dinâmica para se identificar as diferenças e semelhanças entre a versão bíblica e a científica.
Estudar o livro de Marcelo Gleiser foi muito interessante, apesar de ser, a meu ver, um livro um tanto complexo, todavia, com as discussões e explicações do professor Clívio, pude enxergar um pouco mais distante sobre as teorias apresentadas pelos cientistas e, por conseguinte, ter uma visão mais ampla desde os mitos da criação até a teoria do Big-Bang. Atentar para o fato que:
Somos o único tipo de ser vivo que se adaptou em quase todos os ambientes da terra. Cada nova terra obrigou a construção de novas culturas, línguas, e construção de novas famílias em territórios diferentes.
O objetivo de estudar este livro foi para compreender a importância dos cientistas e suas teorias na capacidade de observar as informações fornecidas através de teóricos e sistematizar estas informações em conhecimento para a ciência e a evolução. Considero que olhar o mundo e construir opiniões de como surgiu o planeta terra, as plantas, os animais e nós seres vivos não é uma tarefa simples, mas os cientistas foram inteligentes e capazes para criarem novas descobertas sobre o surgimento da humanidade e suas adaptações na terra.




Referência:

GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos de Criação ao Big-Bang – São Paulo: Companhia de Letras, 1997.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Educação e Cibercultura

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO- LICENCIATURA EM PEDAGOGIA/ ENSINO FUNDAMENTAL E SÉRIES INICIAIS

Cursista: Ana Cristina F. de Souza Cordeiro

Professora: Maristela Midlej

Participar dessa atividade do curso de Educação e Cibercultura promoveu muito conhecimento sobre as diferentes linguagens tecnológicas, além de conhecer o que é Cibercultura na educação.
De acordo com a discussão promovida na aula, compreendemos que há uma necessidade de construir uma inteligência coletiva e colaborativa para que possamos incluir outras pessoas nesse conhecimento.
Segundo Lev Vygotsy.

Quanto mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem [...], melhor a apropriação por indivíduos e por grupos das alterações técnicas, menores são os efeitos de exclusão e destruição humana resultante da aceleração do movimento tecnológico social. (VYGOTSKY, 1999 p. 25)

É preciso absorver as transformações contínuas da sociedade da informação para acompanhar as novas possibilidades tecnológicas que tem sido oferecida nos meios educacionais.
Penso que é imprecindível os professores receberem formação adequada para se familiarizarem com as novas tecnologias, pois, observamos que muitos alunos já dominam as novas linguagens tecnológicas e estão se aperfeiçoando, portanto, cabe aos professores, procurar se preparar para estas novas tecnologias que estão disponíveis, e assim, inserir-se virtualmente e socialmente.
Estamos vivendo em um mundo moderno, o qual nos permite pensar em novas formas de tempo e espaço a respeito de produção e circulaão de informação.
Para completar o nosso trabalho educacional temos ferramentas modernas e motivadoras que interagem em outros contextos sociais, a exemplo da cibercultura, web 2,0 que é a exposição dialogada reconhecendo o perfil dos alunos da geração Net, anotando os significados da pesquisa em um glossário.
Aprendi a importância da interatividade para a educação e a própria comunicação que está disponível nos diferentes ambientes virtuais, tais como blog, forum, chat, flogs, lista de discussão, wiki, etc. Tais ambientes, além de serem colaborativos, favorecem também a aprendizagem.
Através destes sites, agente produz novas palavras, textos e imagens, possibilitando uma nova comunicação. Acredito que o ambiente virtual promove discussão, sustentabilidade e transparência fornecendo um mundo de informações através de diversos links.
As comunidades de aprendizagens são constituídas por grupos de pessoas que participam do yahoo, o qual oferece um espaço fecundo e significativo para os seus participantes, pois, os indivíduos interagem, potencializando a construção de conhecimento, logo a aprendizagem é sistematizada, possibilitando novas aprendizagens que favorece uma nova inserção na tecnologia não linear, mantendo desta forma, a responsabilidade de todos os participantes.

sábado, 5 de junho de 2010

SOFTWARE LIVRE NO ENSINO DA MATEMÁTICA

ALAIDES NASCIMENTO NUNES PEREIRA
ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA CORDEIRO
ELIZABETE RODRIGUES NOVAIS RIBAS


Atividade de Registro e Produção apresentada como avaliação
parcial doCiclo Quatro do curso de Licenciatura em Pedagogia
do Ensino Fundamental / Séries Iniciais da Universidade Federal
 da Bahia/FACED/UFBA/IRECÊ, sob a orientação
 do professor Narciso Soares.

A evolução na era da tecnologia

 

Estamos vivendo hoje na era digital, e com ela, percebemos várias mudanças no contexto educacional. Essas mudanças só se fazem presentes pela rápida evolução dos computadores, que desempenham as mais diversas funções. Sua utilização depende de quem se serve deles e do que se espera.

Muitas instituições educacionais estão utilizando esses novos meios de comunicação, pois, a construção de conhecimento passa por um processo de transformação diante de todas as modernas tecnologias.

Com o uso dessas novas tecnologias, podemos renovar a forma como a pesquisa vem sendo efetuada no sistema educacional. Morin, (1995, p. 85) diz:

“As tecnologias permitem um novo encantamento na escola, ao abrir suas paredes e possibilitar que os alunos conversem e pesquisem com os outros educandos da mesma cidade, país ou exterior, no seu próprio ritmo”.

A escola que ficar fora desse processo não conseguirá renovar sua prática de ensino e aprendizagem, nem proporcionar o desenvolvimento integral do aluno ou valorizar o seu lado social, emocional, crítico, imaginário e deixar às margens para a exploração de novas possibilidades de criação.

O computador como ferramenta para a aprendizagem desenvolve habilidades intelectuais e cognitivas, o que leva o indivíduo a explorar suas potencialidades, criando autonomia na aprendizagem.

A realização da atividade sugerida pelo professor Narciso Soares possibilitará aos alunos vivenciar essas novas aprendizagens, desenvolvendo o raciocínio lógico, a tarefa da educação moderna é o desafio da rapidez de aprender e de renovação do aprendido. A lógica da didática moderna deixa de ser o saber ensinar para o saber aprender. Cabe a escola facilitar a aprendizagem, processar o saber disponível e universalizar o acesso a renovação desse saber.

Ressaltamos que as instituições na sua maioria ainda não estão preparadas para inserir nossos alunos nesse meio tecnológico mesmo sabendo que já é uma realidade deles. De início fizemos o diagnóstico para conhecer a realidade da turma dentro de um grupo de trinta alunos que tinha contato com computadores em casa ou em Lan House. E a resposta é uma prova da desigualdade social, somente uma criança tinha acesso as tecnologias entendendo que a educação precisa de política públicas para enfrentar o desafio em relação às novas tecnologias. Enfrentamos problemas também em poder utilizar laboratórios que deveriam estar disponível para os alunos construírem seus conhecimentos, fechados sem funcionários para atender as crianças.

Quando se fala em novo paradigma educacional, entendemos que a escola deixa de ser a única fonte de informação, pois, o aluno pode aprender e interagir em diferentes ambientes. Observamos que o aluno que tinha o computador em casa teve um melhor aproveitamento.

Existe agora aprendizado sem fronteiras e mais inserção com as ferramentas de comunicação. E isso não passa de discurso, na prática é bastante diferente.

As maiores dificuldades para realização do jogo foi encontrar transporte para deslocar as crianças da escola até a Universidade Aberta do Brasil (UAB), para o desenvolvimento da atividade proposta. Tivemos que levar as crianças a pé, em uma caminhada de aproximadamente 40 minutos, correndo riscos na rua muito movimentada.

Apesar de todas as dificuldades, algo que nos deixou bastante encantadas foi à participação de uma aluna com necessidades especiais, a mesma não tem dedos em uma das mãos, todavia, pode participar utilizando a outra mão para no uso das teclas e com o rosto movimentava o mouse.

No geral, a atividade foi muito proveitosa, os alunos ficaram motivados para participarem outras vezes de atividades semelhantes. Mostraram-se solidários em compartilhar o espaço com os outros, isso foi também algo muito positivo.

Acreditamos que o brincar com jogos na disciplina de matemática é fundamental, pois, o lúdico deve estar presente no ambiente educacional.

Sequência Didática da Atividade Software Livre de Matemática:

Jogo escolhido: Homem Batata

Duração do jogo: 40 min.
Objetivos:

• Identificar os órgãos do sentido e a sua função através do jogo;

• Conhecer e nomear as diferentes partes da figura do jogo;

• Desenvolver o raciocínio lógico, a percepção e a concentração através do jogo;

• Reconhecer a importância da simetria para compor as figuras do jogo;

• Identificar as construções das regras do jogo de acordo com as orientações do professor;

• Interagir com o colega durante o jogo.
Conteúdo: Simetria
Procedimentos: Fazer o levantamento dos conhecimentos prévios com os alunos que tem contato com computador em casa. Informar que tipo de jogo eles já participaram no computador. Em seguida, ler as instruções do jogo: O Homem Batata, e na oportunidade observar a concentração do aluno, a percepção quanto à lateralidade, direita, esquerda, em cima e para baixo, além das quantidades das figuras.

Após o levantamento dos conhecimentos prévios, a pró irá desenvolver um jogo com alguns alunos, não serão todos. Em seguida, explicar as estratégias do jogo do CD MIL – Matemática Interativa – Linux. Especificar para os alunos que deverão arrastar com o mouse as peças para decorar o homem batata.

Serão conduzidos 15 (quinze) alunos para o laboratório de informática com as respectivas professoras: Alaídes Nunes Pereira, Elizabete Rodrigues Novais e Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro. Cada professora orientará cinco alunos durante a realização do jogo.
Possíveis intervenções durante o jogo:

• O que você sentiu ao participar do jogo?

• Quais as suas dificuldades?
• Quantas figuras você colocou para completar a batata?

• Que outras peças você acha que poderia colocar para enfeitar o Homem Batata?

• Quais foram às figuras que foram utilizadas para transformar a batata em homem.
Avaliação: Será processual, na qual os alunos terão que montar as figuras para formar o Homem Batata. Observaremos as dificuldades e os avanços durante a realização da atividade.
Referência:
MORIN, Edgar. As duas globalizações: complexidade e comunicação, uma pedagogia do presente. Porto Alegre: Sulina / EDIPUC RS 1995.

Formação do Professor Educação Infantil: Limites e Possibilidades.

Docente: Leomarcia Uzeda

A formação de profissionais para a educação infantil é imprescindível, pois observamos ao longo do contexto escolar que a Educação Infantil é à base da estrutura para os estudantes. Os desafios são na esfera política e social, diante da demanda da formação continuada em serviço ou em exercício como se tem denominado a formação de alguns municípios. Infelizmente não é o que temos vivido na nossa contemporaneidade, pois, analisando as expansões das creches e das escolas de Educação Infantil, observamos que os municípios e os governos tende a contratar pessoas sem formação e em algumas situações são até leigas, o que na verdade inspiram de cuidados e de ter uma prática no processo de construção do conhecimento.

O desafio que é nos posto para conciliar essa realidade caótica dos professores muitas vezes leigos, oferecerem as crianças: “Um atendimento que integre os aspectos físicos, cognitivos, linguísticos, afetivos e sociais da criança entendendo que ela é um ser indivisível.” segundo (Brasil, Diretrizes Circulares Nacionais para a Educação Infantil, CEB nº 1, artigo 3º, parágrafo III, Brasília, 1999).

Na verdade estamos em paradoxo, porque diante da lei, analisamos que a criança requer cuidados da adequação de profissionais qualificados, porém quando vivemos no nosso cotidiano os princípios étnicos são completamente diferentes, e os governos não dão oportunidades para qualificar tais profissionais. Diante da demanda que estamos inseridos é possível observar a precariedade dos sistemas municipais para empreender a formação continua.

Observamos que infelizmente muitos profissionais que atuam na área sem ter formação necessária para desenvolver sua função.

A formação inicial dos educadores deve ser acompanhada pela teoria e prática, contudo observamos que é imprescindível que as políticas de formação de profissionais e estabelecer alternativas curriculares para melhorar o ensino na Educação Infantil aderindo a programas associados com a prática docente.

Segundo Raquel Barbosa, “A ênfase cada vez maior que se dá ao preparo de educadores para que estes sejam reflexivos e analíticos, no que se refere ao seu trabalho e desempenhe um papel ativo no processo de formação educacional”. (RAQUEL, 2003, p. 35).

O preparo de educadores precisa ser cada vez maior, pois, precisamos de profissionais qualificados e dispostos a repensar no seu papel de educador.

O processo de formação de professor de Educação Infantil deve estar voltado para o lúdico sem desconsiderar a capacidade de aprender a ler e escrever de cada criança.

Percebemos que formar professores para lidar com crianças pequenas e uma tarefa nova na escola brasileira. Pensamos que seja necessário investir em recursos através de políticas públicas para que haja uma formação adequada para professores e demais profissionais que atuam com crianças de zero a cinco anos.

Isso significa que precisamos de recursos de condições concretas para a ação pedagógica afim de assegurar a democratização da Educação Infantil de qualidade.

Ser professor de educação infantil é estar preparado para as possibilidades, estar constantemente predisposto a repensar sua prática, pois tendo em vista que a experiência, a pesquisa e as novas aprendizagens são de incumbência e competência do educador. Segundo Zilma Moraes Ramos, o professor da Educação Infantil deve preparar-se para ser um pesquisador capaz de avaliar as muitas formas de aprendizagens que estimula em sua prática cotidiana, as interações, por ele construídas com crianças e famílias em situações especificas. Ele é alguém cuja riqueza de experiências vividas deve ser integrada ao conjunto de saberes que elabora o seu fazer docente.

Diante da realidade em que vivemos na educação, observamos que o compromisso familiar em muitas situações fica a desejar, pois os pais tem se ausentado do acompanhamento escoar e questões que já deveriam ser trabalhadas na família ficam por canta da escola. Questões referentes o desenvolvimento da criança que diz respeito a sua sensibilidade, sua autonomia e sua solidariedade a partir de experiência vivida e organizada junto a família e a escola. É necessário um contexto que garanta o direito de toda criança ao ambiente acolhedor e desafiador, a organizar tempos e espaços para realização de diferentes atividades que promovam o aprendizado do cuidado pessoal, o envolvimento das crianças em brincadeiras e o estímulo à realização por elas de projetos de investigação que atendam a seus interesses e necessidades, tudo isso em um programa de parceria com as famílias.

É importante ressaltar que os educadores tornam-se também aprendizes em desenvolverem diferentes habilidades e competências nessa faixa- etária.

O estudo do texto deixa claro que as crianças de zero a seis anos necessitam de atenção, carinho, brincadeiras e acolhimento, que precisam estar presentes na educação infantil. O desafio do professor é atuar com liberdade para assegurar a apropriação e a construção do conhecimento. Por tanto evidenciamos a Educação Infantil além de ser um direito da criança, é um direito da família e uma exigência da vida atual, na qual a mulher trabalha e participa da vida social em igualdade de direito com os homens.

Todavia, apesar da importância da educação infantil para as crianças e suas famílias as desigualdades de acesso persistem no cenário brasileiro.


REFÊRENCIA:

Formação de educadores: desafios e perspectivas/ organizadora Raquel Lazari Leite Barbosa. São Paulo: editora UNESP, 2003.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reflexão sobre a escrita do diário de ciclo

Reflexão sobre a escrita do diário de ciclo
Docente: Ana Paula Moreira

Cursista: Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro.



Ao ler o Diário de Ciclo Um, percebi o quanto descrevia as atividades temáticas do curso, porém, não me atentava a alguns pontos importantes, como a teorização. Embora tentasse articular a minha idéia com as idéias do autor do texto que estava trazendo como referência, as minhas colocações acabaram não ficando claras na defesa do tema que abordara. Além disso, observei que havia me esquecido de colocar algumas referências das citações que coloquei ao longo do texto.

Os diálogos com os teóricos eram bem tímidos, e isso acabou deixando a escrita do Diário um pouco superficial, precisando fazer alguns ajustes. Na minha escrita tinha certo medo de utilizar as palavras, e por essa razão, a estrutura do texto acabou ficando prejudicada.

Quanto a descrever a minha prática pedagógica e articular com as situações vividas no curso, me senti mais a vontade, pois era mais fácil relatar coisas do nosso cotidiano, fazendo um paralelo com as coisas que estávamos estudando.

Já em relação aos aspectos lingüísticos, o diário tinha coerência, todavia, apresentava problemas nas questões dos conectores, no uso do verbo no pretérito perfeito do indicativo, na pontuação, a exemplo da colocação da vírgula no lugar certo, além de uma necessidade de mais clareza no parágrafo.

Algo que ficou muito marcado no Diário Ciclo Um, foi à colocação de algumas fotos de alunos apresentando o desenvolvimento de um projeto de leitura, realizado na escola onde trabalho, e fotos de momentos com os colegas nas oficinas do curso, porém, o meu erro foi não ter colocado uma legenda especificando cada foto. Apesar de ter a boa intenção de colocar as fotos, tive dificuldades em fazer corretamente os anexos. Confesso que fiquei frustrada com esta situação, no entanto, entendo que tudo é um aprendizado, e as correções servem para que aprendamos aquilo que ainda não sabemos.

Em relação à leitura do Diário de Ciclo Dois, percebo que o crescimento foi notável, tanto na escrita de novas palavras, quanto na estrutura do texto. Os parágrafos estavam mais bem escritos e já buscava fazer um diálogo entre os teóricos, trazendo mais citações no texto, e isso favoreceu a estrutura do diário.

A prática pedagógica foi trazida e articulada com análises fílmicas e situações de práticas significativas na sala de aula e com a Oficina de Alfabetização realizada no Espaço UFBA.

Mesmo sendo revisado com mais cautela, o Diário de Ciclo Dois ainda apresentou alguns problemas na pontuação, no uso da vírgula antes da conjunção aditiva “e”. Porém, em comparação com o diário anterior as melhoras foram significativas, o que me deixou feliz com os avanços pontuados pela professora, todavia, tinha consciência que poderia aperfeiçoar mais a minha escrita e estruturação do diário para que pudesse ficar mais claro para os leitores.

Percebi que no repertório, foram repetidas algumas palavras em um mesmo parágrafo, além disso, as que falavam sobre novas tecnologias deveriam ser colocadas em itálico.

No Diário de Ciclo Três, observei que estava mais contextualizado, pois procurei refletir sobre as atividades temáticas ligadas ao fazer pedagógico, valorizei também às produções escritas dos meus alunos, e fiz um relato sobre nossa participação no Projeto de Leitura em parceria com a Biblioteca Municipal.

Nesse último Diário de Ciclo percebi que houve uma maior ressonância das atividades do curso com as desenvolvidas em sala de aula, apresentando o desempenho dos alunos. No entanto, faltaram alguns ajustes nos aspectos lingüísticos, na ortografia, no uso de artigos e conectivos.

As pontuações feitas pela professora Solange são fundamentais para o aperfeiçoamento da escrita e a melhor ordenação das idéias no decorrer do texto. Acredito que com as suas discas e as observações feitas pela professora orientadora, que tem apresentado um olhar crítico e com uma riqueza sugestões importantes, o Diário de Ciclo Quatro deverá estar mais aperfeiçoado tanto na escrita, quanto na própria estruturação do texto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Interação das aulas de Software Livre de Matemática

As aulas de software livre de matemática favoreceram um crescimento significativo para a nossa prática, pois a diversas formas de aprender matemática além da diversidade de jogos que o professor Narciso Soares nos apresentou norteou a nossa prática,pois o suporte vai além dos livros didáticos é interessante o trabalho comos softwares de matemática porque desta forma a aprendizagem é colaborativa e o conhecimento fluir.