quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Texto Reflexivo: A dança do universo


UNIVESIDADE FEDERAL DA BAHIA - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA - ENSINO FUNDAMENTA/SÉRIES INICIAIS
PREFEITURA MUNICIPAL DE IRECÊ.

Docente: Clívio Pimentel
Cursista: Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro.


O livro “A Dança do Universo” nos ajuda a compreender a relação da ciência e os mitos sobre a criação do universo, devido às pesquisas e o tipo de vida que a humanidade vai construindo ao longo de novas descobertas. Os mitos da criação nos fornecem um retrato fundamental de como determinada cultura percebe e organiza a realidade à sua volta, enquanto que a ciência procura explicar como tudo isso aconteceu.
É natural que as diferentes culturas tentem formular uma explicação para a origem do universo. Elas procuram sempre usar uma linguagem essencialmente Metafórica, pois esta baseado em símbolos que têm significado dentro da cultura geradora do mito.Metáforas também são comuns em ciência, especialmente a ciência que explora fenômenos alheios à nossa percepção sensorial, como por exemplo no mundo do muito pequeno e do muito rápido, o domínio da física atômica e subatômica.
Isso explica por que mitos determinadas culturas podem parecer completamente sem sentido em outra.
Nós, professores, em sala de aula, podemos trabalhar com a ciência através de hipóteses e teorias, haja vista que existe uma diversidade de teorias a esse respeito, sendo as mais conhecidas a teoria da evolução e a teoria bíblica.
Quando abordamos o assunto em sala de aula, observamos que os alunos já possuem um conhecimento sobre o conteúdo, e não deixa de existir algumas polêmicas, pois, a religião está intrínseca no contexto cultural do qual fazem parte. Por exemplo, o mito Assírico mostra outra versão da criação do homem (800 a.C.). Eles acreditavam que o mundo surgiu dos deuses e através do poder da fertilidade da terra. Esta é uma das diversas versões que podemos encontrar a respeito da criação do universo.
Segundo Gleiser:

Infelizmente, existem dois lados para tudo, inclusive para as descobertas científicas. Como disse Sidarta Gautama, o Buda, “onde existe luz, existe sombra”. O conhecimento pode gerar poder, e o poder é muito sedutor. A ciência pode curar, mas também pode matar. Contudo, a alternativa, certamente, não é desprezar a importância crucial da ciência para a sociedade. Essa atitude seria uma viagem sem escalas para o obscurantismo, forçando nossa qualidade de vida a regredir aos padrões miseráveis de um passado não muito distante. O conhecimento não representa necessariamente sabedoria, mas com certeza a ignorância nunca é uma opção razoável (Gleiser, 1997, p. 275).

As descobertas da ciência têm como finalidade estudar as leis físicas e a da escola permitir que as novas gerações participem da sociedade a quem pertencem e tenham a capacidade de criar soluções para os problemas que diz respeito a ciência e o estudo com o universo, sempre  buscando relações entre as coisas existentes no universo, e desta forma, explicar as suas origens. Estudar o livro me permitiu conhecer as possibilidades de teorias científicas levando em consideração as proposições feitas pelos cientistas em consideração àquilo que eles sabem até os dias de hoje e, portanto, tais opiniões poderão mudar de acordo com novas descobertas.
Observando a ideia central que as escolas pré-socráticas discutiam, nos possibilitou compreender os conflitos entre algumas teorias, pois, para cada teólogo mais importante da época, as observações astronômicas podiam apresentar o real e provável sobre a formação do universo diante de diferentes teorias, ficava difícil descobrir qual era a correta e se atentar para o fato de que todas as vezes que nossos antepassados criaram algo novo aquilo influenciava na vida de toda a comunidade e na sua cultura.
Antes da leitura do livro “A dança do universo”, eu via a ciência como algo distante da realidade que estamos inseridos, além disso, a minha visão era que a maioria dos cientistas não acreditava em Deus. Com isso, me questionava como eles viam o surgimento do universo, quais as teorias que apresentavam? E tudo isso me deixava um tanto confusa.
O estudo deste livro ampliou uma melhor compreensão do surgimento do universo, analisando as teorias apresentadas pelos cientistas ao longo da história. Desta forma, trabalhar com os alunos do terceiro ano do Ensino Fundamental ficou mais fácil, haja vista, eles sempre apresentam os seus questionamentos sobre este conteúdo. Com isso, me interessei em estudar o livro e participar das discussões com as colegas e o professor Clívio sobre o tema: Ciência no mundo: uma abordagem histórica. Tais discussões serviram-me, sobremaneira, para nortear os meus conhecimentos, pois os conteúdos abordados no terceiro ano sobre a origem do universo traz uma dinâmica para se identificar as diferenças e semelhanças entre a versão bíblica e a científica.
Estudar o livro de Marcelo Gleiser foi muito interessante, apesar de ser, a meu ver, um livro um tanto complexo, todavia, com as discussões e explicações do professor Clívio, pude enxergar um pouco mais distante sobre as teorias apresentadas pelos cientistas e, por conseguinte, ter uma visão mais ampla desde os mitos da criação até a teoria do Big-Bang. Atentar para o fato que:
Somos o único tipo de ser vivo que se adaptou em quase todos os ambientes da terra. Cada nova terra obrigou a construção de novas culturas, línguas, e construção de novas famílias em territórios diferentes.
O objetivo de estudar este livro foi para compreender a importância dos cientistas e suas teorias na capacidade de observar as informações fornecidas através de teóricos e sistematizar estas informações em conhecimento para a ciência e a evolução. Considero que olhar o mundo e construir opiniões de como surgiu o planeta terra, as plantas, os animais e nós seres vivos não é uma tarefa simples, mas os cientistas foram inteligentes e capazes para criarem novas descobertas sobre o surgimento da humanidade e suas adaptações na terra.




Referência:

GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos de Criação ao Big-Bang – São Paulo: Companhia de Letras, 1997.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Educação e Cibercultura

Check out this SlideShare Presentation:

terça-feira, 8 de junho de 2010

Educação e Cibercultura

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO- LICENCIATURA EM PEDAGOGIA/ ENSINO FUNDAMENTAL E SÉRIES INICIAIS

Cursista: Ana Cristina F. de Souza Cordeiro

Professora: Maristela Midlej

Participar dessa atividade do curso de Educação e Cibercultura promoveu muito conhecimento sobre as diferentes linguagens tecnológicas, além de conhecer o que é Cibercultura na educação.
De acordo com a discussão promovida na aula, compreendemos que há uma necessidade de construir uma inteligência coletiva e colaborativa para que possamos incluir outras pessoas nesse conhecimento.
Segundo Lev Vygotsy.

Quanto mais os processos de inteligência coletiva se desenvolvem [...], melhor a apropriação por indivíduos e por grupos das alterações técnicas, menores são os efeitos de exclusão e destruição humana resultante da aceleração do movimento tecnológico social. (VYGOTSKY, 1999 p. 25)

É preciso absorver as transformações contínuas da sociedade da informação para acompanhar as novas possibilidades tecnológicas que tem sido oferecida nos meios educacionais.
Penso que é imprecindível os professores receberem formação adequada para se familiarizarem com as novas tecnologias, pois, observamos que muitos alunos já dominam as novas linguagens tecnológicas e estão se aperfeiçoando, portanto, cabe aos professores, procurar se preparar para estas novas tecnologias que estão disponíveis, e assim, inserir-se virtualmente e socialmente.
Estamos vivendo em um mundo moderno, o qual nos permite pensar em novas formas de tempo e espaço a respeito de produção e circulaão de informação.
Para completar o nosso trabalho educacional temos ferramentas modernas e motivadoras que interagem em outros contextos sociais, a exemplo da cibercultura, web 2,0 que é a exposição dialogada reconhecendo o perfil dos alunos da geração Net, anotando os significados da pesquisa em um glossário.
Aprendi a importância da interatividade para a educação e a própria comunicação que está disponível nos diferentes ambientes virtuais, tais como blog, forum, chat, flogs, lista de discussão, wiki, etc. Tais ambientes, além de serem colaborativos, favorecem também a aprendizagem.
Através destes sites, agente produz novas palavras, textos e imagens, possibilitando uma nova comunicação. Acredito que o ambiente virtual promove discussão, sustentabilidade e transparência fornecendo um mundo de informações através de diversos links.
As comunidades de aprendizagens são constituídas por grupos de pessoas que participam do yahoo, o qual oferece um espaço fecundo e significativo para os seus participantes, pois, os indivíduos interagem, potencializando a construção de conhecimento, logo a aprendizagem é sistematizada, possibilitando novas aprendizagens que favorece uma nova inserção na tecnologia não linear, mantendo desta forma, a responsabilidade de todos os participantes.

sábado, 5 de junho de 2010

SOFTWARE LIVRE NO ENSINO DA MATEMÁTICA

ALAIDES NASCIMENTO NUNES PEREIRA
ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA CORDEIRO
ELIZABETE RODRIGUES NOVAIS RIBAS


Atividade de Registro e Produção apresentada como avaliação
parcial doCiclo Quatro do curso de Licenciatura em Pedagogia
do Ensino Fundamental / Séries Iniciais da Universidade Federal
 da Bahia/FACED/UFBA/IRECÊ, sob a orientação
 do professor Narciso Soares.

A evolução na era da tecnologia

 

Estamos vivendo hoje na era digital, e com ela, percebemos várias mudanças no contexto educacional. Essas mudanças só se fazem presentes pela rápida evolução dos computadores, que desempenham as mais diversas funções. Sua utilização depende de quem se serve deles e do que se espera.

Muitas instituições educacionais estão utilizando esses novos meios de comunicação, pois, a construção de conhecimento passa por um processo de transformação diante de todas as modernas tecnologias.

Com o uso dessas novas tecnologias, podemos renovar a forma como a pesquisa vem sendo efetuada no sistema educacional. Morin, (1995, p. 85) diz:

“As tecnologias permitem um novo encantamento na escola, ao abrir suas paredes e possibilitar que os alunos conversem e pesquisem com os outros educandos da mesma cidade, país ou exterior, no seu próprio ritmo”.

A escola que ficar fora desse processo não conseguirá renovar sua prática de ensino e aprendizagem, nem proporcionar o desenvolvimento integral do aluno ou valorizar o seu lado social, emocional, crítico, imaginário e deixar às margens para a exploração de novas possibilidades de criação.

O computador como ferramenta para a aprendizagem desenvolve habilidades intelectuais e cognitivas, o que leva o indivíduo a explorar suas potencialidades, criando autonomia na aprendizagem.

A realização da atividade sugerida pelo professor Narciso Soares possibilitará aos alunos vivenciar essas novas aprendizagens, desenvolvendo o raciocínio lógico, a tarefa da educação moderna é o desafio da rapidez de aprender e de renovação do aprendido. A lógica da didática moderna deixa de ser o saber ensinar para o saber aprender. Cabe a escola facilitar a aprendizagem, processar o saber disponível e universalizar o acesso a renovação desse saber.

Ressaltamos que as instituições na sua maioria ainda não estão preparadas para inserir nossos alunos nesse meio tecnológico mesmo sabendo que já é uma realidade deles. De início fizemos o diagnóstico para conhecer a realidade da turma dentro de um grupo de trinta alunos que tinha contato com computadores em casa ou em Lan House. E a resposta é uma prova da desigualdade social, somente uma criança tinha acesso as tecnologias entendendo que a educação precisa de política públicas para enfrentar o desafio em relação às novas tecnologias. Enfrentamos problemas também em poder utilizar laboratórios que deveriam estar disponível para os alunos construírem seus conhecimentos, fechados sem funcionários para atender as crianças.

Quando se fala em novo paradigma educacional, entendemos que a escola deixa de ser a única fonte de informação, pois, o aluno pode aprender e interagir em diferentes ambientes. Observamos que o aluno que tinha o computador em casa teve um melhor aproveitamento.

Existe agora aprendizado sem fronteiras e mais inserção com as ferramentas de comunicação. E isso não passa de discurso, na prática é bastante diferente.

As maiores dificuldades para realização do jogo foi encontrar transporte para deslocar as crianças da escola até a Universidade Aberta do Brasil (UAB), para o desenvolvimento da atividade proposta. Tivemos que levar as crianças a pé, em uma caminhada de aproximadamente 40 minutos, correndo riscos na rua muito movimentada.

Apesar de todas as dificuldades, algo que nos deixou bastante encantadas foi à participação de uma aluna com necessidades especiais, a mesma não tem dedos em uma das mãos, todavia, pode participar utilizando a outra mão para no uso das teclas e com o rosto movimentava o mouse.

No geral, a atividade foi muito proveitosa, os alunos ficaram motivados para participarem outras vezes de atividades semelhantes. Mostraram-se solidários em compartilhar o espaço com os outros, isso foi também algo muito positivo.

Acreditamos que o brincar com jogos na disciplina de matemática é fundamental, pois, o lúdico deve estar presente no ambiente educacional.

Sequência Didática da Atividade Software Livre de Matemática:

Jogo escolhido: Homem Batata

Duração do jogo: 40 min.
Objetivos:

• Identificar os órgãos do sentido e a sua função através do jogo;

• Conhecer e nomear as diferentes partes da figura do jogo;

• Desenvolver o raciocínio lógico, a percepção e a concentração através do jogo;

• Reconhecer a importância da simetria para compor as figuras do jogo;

• Identificar as construções das regras do jogo de acordo com as orientações do professor;

• Interagir com o colega durante o jogo.
Conteúdo: Simetria
Procedimentos: Fazer o levantamento dos conhecimentos prévios com os alunos que tem contato com computador em casa. Informar que tipo de jogo eles já participaram no computador. Em seguida, ler as instruções do jogo: O Homem Batata, e na oportunidade observar a concentração do aluno, a percepção quanto à lateralidade, direita, esquerda, em cima e para baixo, além das quantidades das figuras.

Após o levantamento dos conhecimentos prévios, a pró irá desenvolver um jogo com alguns alunos, não serão todos. Em seguida, explicar as estratégias do jogo do CD MIL – Matemática Interativa – Linux. Especificar para os alunos que deverão arrastar com o mouse as peças para decorar o homem batata.

Serão conduzidos 15 (quinze) alunos para o laboratório de informática com as respectivas professoras: Alaídes Nunes Pereira, Elizabete Rodrigues Novais e Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro. Cada professora orientará cinco alunos durante a realização do jogo.
Possíveis intervenções durante o jogo:

• O que você sentiu ao participar do jogo?

• Quais as suas dificuldades?
• Quantas figuras você colocou para completar a batata?

• Que outras peças você acha que poderia colocar para enfeitar o Homem Batata?

• Quais foram às figuras que foram utilizadas para transformar a batata em homem.
Avaliação: Será processual, na qual os alunos terão que montar as figuras para formar o Homem Batata. Observaremos as dificuldades e os avanços durante a realização da atividade.
Referência:
MORIN, Edgar. As duas globalizações: complexidade e comunicação, uma pedagogia do presente. Porto Alegre: Sulina / EDIPUC RS 1995.

Formação do Professor Educação Infantil: Limites e Possibilidades.

Docente: Leomarcia Uzeda

A formação de profissionais para a educação infantil é imprescindível, pois observamos ao longo do contexto escolar que a Educação Infantil é à base da estrutura para os estudantes. Os desafios são na esfera política e social, diante da demanda da formação continuada em serviço ou em exercício como se tem denominado a formação de alguns municípios. Infelizmente não é o que temos vivido na nossa contemporaneidade, pois, analisando as expansões das creches e das escolas de Educação Infantil, observamos que os municípios e os governos tende a contratar pessoas sem formação e em algumas situações são até leigas, o que na verdade inspiram de cuidados e de ter uma prática no processo de construção do conhecimento.

O desafio que é nos posto para conciliar essa realidade caótica dos professores muitas vezes leigos, oferecerem as crianças: “Um atendimento que integre os aspectos físicos, cognitivos, linguísticos, afetivos e sociais da criança entendendo que ela é um ser indivisível.” segundo (Brasil, Diretrizes Circulares Nacionais para a Educação Infantil, CEB nº 1, artigo 3º, parágrafo III, Brasília, 1999).

Na verdade estamos em paradoxo, porque diante da lei, analisamos que a criança requer cuidados da adequação de profissionais qualificados, porém quando vivemos no nosso cotidiano os princípios étnicos são completamente diferentes, e os governos não dão oportunidades para qualificar tais profissionais. Diante da demanda que estamos inseridos é possível observar a precariedade dos sistemas municipais para empreender a formação continua.

Observamos que infelizmente muitos profissionais que atuam na área sem ter formação necessária para desenvolver sua função.

A formação inicial dos educadores deve ser acompanhada pela teoria e prática, contudo observamos que é imprescindível que as políticas de formação de profissionais e estabelecer alternativas curriculares para melhorar o ensino na Educação Infantil aderindo a programas associados com a prática docente.

Segundo Raquel Barbosa, “A ênfase cada vez maior que se dá ao preparo de educadores para que estes sejam reflexivos e analíticos, no que se refere ao seu trabalho e desempenhe um papel ativo no processo de formação educacional”. (RAQUEL, 2003, p. 35).

O preparo de educadores precisa ser cada vez maior, pois, precisamos de profissionais qualificados e dispostos a repensar no seu papel de educador.

O processo de formação de professor de Educação Infantil deve estar voltado para o lúdico sem desconsiderar a capacidade de aprender a ler e escrever de cada criança.

Percebemos que formar professores para lidar com crianças pequenas e uma tarefa nova na escola brasileira. Pensamos que seja necessário investir em recursos através de políticas públicas para que haja uma formação adequada para professores e demais profissionais que atuam com crianças de zero a cinco anos.

Isso significa que precisamos de recursos de condições concretas para a ação pedagógica afim de assegurar a democratização da Educação Infantil de qualidade.

Ser professor de educação infantil é estar preparado para as possibilidades, estar constantemente predisposto a repensar sua prática, pois tendo em vista que a experiência, a pesquisa e as novas aprendizagens são de incumbência e competência do educador. Segundo Zilma Moraes Ramos, o professor da Educação Infantil deve preparar-se para ser um pesquisador capaz de avaliar as muitas formas de aprendizagens que estimula em sua prática cotidiana, as interações, por ele construídas com crianças e famílias em situações especificas. Ele é alguém cuja riqueza de experiências vividas deve ser integrada ao conjunto de saberes que elabora o seu fazer docente.

Diante da realidade em que vivemos na educação, observamos que o compromisso familiar em muitas situações fica a desejar, pois os pais tem se ausentado do acompanhamento escoar e questões que já deveriam ser trabalhadas na família ficam por canta da escola. Questões referentes o desenvolvimento da criança que diz respeito a sua sensibilidade, sua autonomia e sua solidariedade a partir de experiência vivida e organizada junto a família e a escola. É necessário um contexto que garanta o direito de toda criança ao ambiente acolhedor e desafiador, a organizar tempos e espaços para realização de diferentes atividades que promovam o aprendizado do cuidado pessoal, o envolvimento das crianças em brincadeiras e o estímulo à realização por elas de projetos de investigação que atendam a seus interesses e necessidades, tudo isso em um programa de parceria com as famílias.

É importante ressaltar que os educadores tornam-se também aprendizes em desenvolverem diferentes habilidades e competências nessa faixa- etária.

O estudo do texto deixa claro que as crianças de zero a seis anos necessitam de atenção, carinho, brincadeiras e acolhimento, que precisam estar presentes na educação infantil. O desafio do professor é atuar com liberdade para assegurar a apropriação e a construção do conhecimento. Por tanto evidenciamos a Educação Infantil além de ser um direito da criança, é um direito da família e uma exigência da vida atual, na qual a mulher trabalha e participa da vida social em igualdade de direito com os homens.

Todavia, apesar da importância da educação infantil para as crianças e suas famílias as desigualdades de acesso persistem no cenário brasileiro.


REFÊRENCIA:

Formação de educadores: desafios e perspectivas/ organizadora Raquel Lazari Leite Barbosa. São Paulo: editora UNESP, 2003.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reflexão sobre a escrita do diário de ciclo

Reflexão sobre a escrita do diário de ciclo
Docente: Ana Paula Moreira

Cursista: Ana Cristina Ferreira de Souza Cordeiro.



Ao ler o Diário de Ciclo Um, percebi o quanto descrevia as atividades temáticas do curso, porém, não me atentava a alguns pontos importantes, como a teorização. Embora tentasse articular a minha idéia com as idéias do autor do texto que estava trazendo como referência, as minhas colocações acabaram não ficando claras na defesa do tema que abordara. Além disso, observei que havia me esquecido de colocar algumas referências das citações que coloquei ao longo do texto.

Os diálogos com os teóricos eram bem tímidos, e isso acabou deixando a escrita do Diário um pouco superficial, precisando fazer alguns ajustes. Na minha escrita tinha certo medo de utilizar as palavras, e por essa razão, a estrutura do texto acabou ficando prejudicada.

Quanto a descrever a minha prática pedagógica e articular com as situações vividas no curso, me senti mais a vontade, pois era mais fácil relatar coisas do nosso cotidiano, fazendo um paralelo com as coisas que estávamos estudando.

Já em relação aos aspectos lingüísticos, o diário tinha coerência, todavia, apresentava problemas nas questões dos conectores, no uso do verbo no pretérito perfeito do indicativo, na pontuação, a exemplo da colocação da vírgula no lugar certo, além de uma necessidade de mais clareza no parágrafo.

Algo que ficou muito marcado no Diário Ciclo Um, foi à colocação de algumas fotos de alunos apresentando o desenvolvimento de um projeto de leitura, realizado na escola onde trabalho, e fotos de momentos com os colegas nas oficinas do curso, porém, o meu erro foi não ter colocado uma legenda especificando cada foto. Apesar de ter a boa intenção de colocar as fotos, tive dificuldades em fazer corretamente os anexos. Confesso que fiquei frustrada com esta situação, no entanto, entendo que tudo é um aprendizado, e as correções servem para que aprendamos aquilo que ainda não sabemos.

Em relação à leitura do Diário de Ciclo Dois, percebo que o crescimento foi notável, tanto na escrita de novas palavras, quanto na estrutura do texto. Os parágrafos estavam mais bem escritos e já buscava fazer um diálogo entre os teóricos, trazendo mais citações no texto, e isso favoreceu a estrutura do diário.

A prática pedagógica foi trazida e articulada com análises fílmicas e situações de práticas significativas na sala de aula e com a Oficina de Alfabetização realizada no Espaço UFBA.

Mesmo sendo revisado com mais cautela, o Diário de Ciclo Dois ainda apresentou alguns problemas na pontuação, no uso da vírgula antes da conjunção aditiva “e”. Porém, em comparação com o diário anterior as melhoras foram significativas, o que me deixou feliz com os avanços pontuados pela professora, todavia, tinha consciência que poderia aperfeiçoar mais a minha escrita e estruturação do diário para que pudesse ficar mais claro para os leitores.

Percebi que no repertório, foram repetidas algumas palavras em um mesmo parágrafo, além disso, as que falavam sobre novas tecnologias deveriam ser colocadas em itálico.

No Diário de Ciclo Três, observei que estava mais contextualizado, pois procurei refletir sobre as atividades temáticas ligadas ao fazer pedagógico, valorizei também às produções escritas dos meus alunos, e fiz um relato sobre nossa participação no Projeto de Leitura em parceria com a Biblioteca Municipal.

Nesse último Diário de Ciclo percebi que houve uma maior ressonância das atividades do curso com as desenvolvidas em sala de aula, apresentando o desempenho dos alunos. No entanto, faltaram alguns ajustes nos aspectos lingüísticos, na ortografia, no uso de artigos e conectivos.

As pontuações feitas pela professora Solange são fundamentais para o aperfeiçoamento da escrita e a melhor ordenação das idéias no decorrer do texto. Acredito que com as suas discas e as observações feitas pela professora orientadora, que tem apresentado um olhar crítico e com uma riqueza sugestões importantes, o Diário de Ciclo Quatro deverá estar mais aperfeiçoado tanto na escrita, quanto na própria estruturação do texto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Interação das aulas de Software Livre de Matemática

As aulas de software livre de matemática favoreceram um crescimento significativo para a nossa prática, pois a diversas formas de aprender matemática além da diversidade de jogos que o professor Narciso Soares nos apresentou norteou a nossa prática,pois o suporte vai além dos livros didáticos é interessante o trabalho comos softwares de matemática porque desta forma a aprendizagem é colaborativa e o conhecimento fluir.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Atividade de Educação Corporal

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA DAS SÉRIES INICIAIS/ENSINO FUNDAMENTAL


ANA CRISTINA FERREIRA DE SOUZA CORDEIRO

NÚBIA BARBOSA DOS SANTOS

TÊILES BEATRIZ MEIRA DE FREITAS

EDUCAÇÃO CORPORAL

Atividade de Registro e Produção apresentada como avaliação parcial do Ciclo três do curso de Licenciatura em Pedagogia do Ensino Fundamental / Séries Iniciais da Universidade Federal da Bahia/FACED/UFBA/IRECÊ, sob a orientação da professora Cilene Nascimento Cando.

IRECÊ

2009

O Brincar na Educação Infantil
Através das brincadeiras a criança aprende, exercita suas novas habilidades, percebe coisas novas, digere medos e angústias, repete sem parar o que gosta, explora e pesquisa o que há de novo ao seu redor.
(Maldonado).
É no ato de brincar que a criança desenvolve sua identidade, sua autonomia, atenção, imitação, imaginação, memória, que experimenta e cria regra, supera seus medos e anseios, compreende o outro, enfim, é brincando que a criança descobre-se como “gente” socialmente incluída e capaz de conviver com o diferente, seja com o seu próximo ou com alguma situação. É também no brincar que realiza toda a trajetória social, a qual fará quando for crescida. Dependerá do brincar o alcance do equilíbrio e da maturidade para a sua realização como pessoa. Portanto, é possível afirmar, sem sombra de dúvidas, que brincar é vital para a criança. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCN p. 27).

“A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o “não brincar”.

Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se.

Embora a brincadeira seja uma atividade livre e espontânea, ela não é natural, mas uma criação da cultura. Pois uma das primeiras brincadeiras da criança é imitar os adultos: ela costuma observar e reproduzir gestos e caretas no mesmo momento que acontece. A arte não pode ser vista como o conhecimento pedagógico e sim, como a arte no campo do culturalismo. A arte é uma produção humana, pois é caracterizada como a cultura da arte na criatividade, inteligência e subjerção.

Trabalhar a arte na educação infantil é um dos meios visuais que são importantes para os pequenos entrarem em contato com o que ainda não conhecem. Nessa fase, as linguagens se misturam e um mesmo objeto, como um giz de cera, pode ser usado para desenhar ou batucar.

A linguagem da arte na educação infantil tem um papel fundamental, envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais. Até bem pouco tempo o aspecto cognitivo não era considerado na a educação infantil. Para compreender a arte no espaço da educação infantil no momento atual, mesmo que brevemente, é preciso situar o panorama histórico das décadas de 80 e 90. Os referenciais que fundamentavam as práxis do profissional da educação infantil eram os Cadernos de Atendimento ao Pré-escolar (1982), criados pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC.

Os textos destes Cadernos para aquele momento histórico tiveram contribuição fundamental como subsídio para as ações dos educadores atuantes na educação infantil. Entretanto, vale ressaltar que pouco priorizava o conhecimento, centrando-se apenas nas questões emocionais, afetivas e psicológicas e nas etapas evolutivas da criança.

Com relação à arte na educação, os pressupostos eram muito mais voltados à recreação do que às articulações com a arte, a cultura e a estética. Como exemplo, é possível citar a ênfase em exercícios bidimensionais que priorizava desenhos e pinturas chapadas. Ou seja, os conceitos sobre arte resumiam-se a simples técnicas. De acordo com PILLOTTO (2000 p. 61) “é interessante observar que esse Caderno, embora tenha uma fundamentação teórica voltada às concepções do ensino da arte modernista, na sua essência é muito mais tecnicista no que diz respeito aos exercícios repetitivos, mecânicos e sem a preocupação com a reflexão dos conceitos”.

Atualmente a arte tem uma função social em diferentes aspectos, pois o brincar mesmo sendo uma fonte de lazer é simultaneamente uma fonte de conhecimento e aprendizagem, trabalhando a dimensão participativa, e aprendizagem precede o desenvolvimento, ao brincar a criança constrói significados, despertam sentimentos, emoções, fazendo assimilações de seus papéis sociais.
O papel da Arte e a Ação Pedagógica
O processo da aprendizagem implica na realização de atividade que leva a construção dos conceitos que constitui os referidos conteúdos. Não se pode restringir o brincar a função pedagógica, uma vez que ele também promove a constituição do próprio indivíduo.

Uma proposta educativa precisa considerar que, durante o seu desenvolvimento, a criança manifesta diferente formas de sentir, pensar e de agir, que caracteriza suas relações com um mundo físico e social. Segundo o RCN’S, cabe ao professor promover atividades individuais ou em grupo, respeitando as diferenças e estimulando a troca entre as crianças.

É interessante que os planejamentos sejam voltados para os movimentos corporais, através da música, da dança, brincadeiras de faz de conta, modelagens e ilustrações.

Quanto mais variadas as experiências apresentadas, maior a garantia de qualidade no desenvolvimento do grupo. Escutar sons, como os produzidos por batidas em várias partes do próprio corpo e pela manipulação de objetos.

Contudo percebe-se a importância do educador direcionar a sua prática para o brincar pedagógico, tendo em vista que as crianças aprendem e interagem em diferentes contextos no mundo social e cultural.

Referências:

PILLOTTO, Silvia S.D. A trajetória histórica das abordagens do ensino e aprendizagem da arte no contexto atual. Revista Univille, V.5, n.1, abr. 2000.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial curricular nacional para educação infantil / Secretária de Educação Fundamental: Brasília MEC/ SFE, 1998.

SANTOMAURO, Beatriz. ANDRADE, Luiza. O que não pode faltar. In: Revista Nova Escola. n°. 217, nov. 2008.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Trabalho do Gelit A Escola das Emoções

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA


FACULDADE DE EDUCAÇÃO- LICENCIATURA EM PEDAGOGIA/ ENSINO FUNDAMENTAL E SÉRIES INICIAIS
Cursista: Ana Cristina F. de Souza Cordeiro
Professora: Fabrísia


A Escola das Emoções

O sol brilhante da tarde era favorável para ir a uma praia ou a piscina, mas tudo era apenas sonhos e recordações. Navegar nas ruas, observar o trajeto sempre na mesma direção, as casas, mercados, as mulheres que estavam à espera do portão abrir.

De longe avistava gritos, ecos, euforias, animações. Os guarda-chuvas coloridos, para as crianças não tomarem o sol e esperar a sineta tocar. O encontro no portão com beijos doces, alguns alunos me davam chicletes e balas outros já diziam do portão:

— Pró hoje eu não fiz o para casa!

A realidade era única, cheia de aventuras. Em cada rosto havia magia, envolvida com muita emoção.

Ao observar as duas situações, a dos pais que esperavam os portões abrirem, e a minha que ia ao encontro de mais um dia especial, senti naquele momento a importância de fazer uma escola diferente, que fosse acolhedora, encantada e receptiva.

Senti que contemplava o belo, além de boas sensações, quando fazia uma criança sorrir, aprender e se divertir. Na oportunidade o meu olhar se dirigiu para os que eram portadores de necessidades especiais que estavam à espera de novas aventuras e de descobrir novos amigos.

Fiquei impressionada, ao visualizar a pintura das paredes em amarelo intenso que parecia o raiar do sol. Observei o asfalto cinza com barros ainda fresco que eram marcas da chuva. Os vizinhos da escola sentados nas calçadas, com olhar direcionado nos alunos que estavam correndo atrasados para não perder aquele dia especial.

Por um momento fui tomada por uma fantástica imaginação de quando era criança, onde o meu pai me levava à escola. Analisei um senhor, idoso com cabelos grisalhos, pai de um aluno o qual segurava firmemente na mão do seu filho que entusiasmado gritava:

— Papai o portão está quase fechando, vamos rápido!

No espaço de dentro 10 salas grandes e bem arejadas, um refeitório composto com pranchas e bancadas para as crianças tomarem seus lanches com dignidades. Próximo uma biblioteca com vários livros e revistas para uma deliciosa viagem ao mundo da leitura, uma quadra esportiva que convidava qualquer atleta para jogar uma partida. A sala dos professores era muito aconchegante, com estofados macios, uma enorme mesa para pesquisas, também havia momentos de diálogos com outros professores. A sala da direção ficava ao lado, porém era um pouco pequena, mas acolhedora. Existe também uma sala com diversos computadores, o Infocentro, para que as crianças fazerem suas pesquisas na internet.

Se você quiser conhecer as demais instalações lhe convido a fazer-nos uma visita. Acredito que você sempre se recordará da escola das emoções.

O horário de abertura diário é das treze horas e trinta minutos, a partir deste momento a sineta toca e todos os alunos se dirigem ao pátio da escola, com suas mochilas coloridas, cada um senta no chão com as pernas entrecruzadas, ao mesmo tempo em que estão em busca de ouvir uma boa música que no mesmo instante é tocado pelo som ambiente da escola e com a presença dos professores ao lado de sua fila da inicio a oração e começa uma nova tarde de verão com boas vindas a todos.

O percurso continua, muita descoberta pela frente, naquele dia teria cinema com pipoca nas salas do 3º ano, grande era a ansiedade da turma.

CRÍTICA DO FILME ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS



ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, O. Direção: Cao Hamburger. Roteiro: Cláudio Galperin, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert e Cao Hamburger, baseado em história original de Cláudio Galperin e Cao Hamburger. Brasil: Buena Vista International, 2006.


O ano em que meus pais saíram de férias é uma história muito interessante, apresenta uma série de acontecimentos envolvendo uma criança de doze anos. Os primeiros momentos do filme apresentam os pais de Mauro o levando para ficar com o seu avô, seus pais alegam que estão de férias e não poderiam levar o filho na viagem.

O protagonista é o garoto Mauro (Michel Joelsas), apaixonado por futebol, que é levado às pressas de Belo Horizonte para São Paulo. Seus pais, fugindo dos militares, o deixam na porta do prédio onde mora seu avô. O inusitado é que seu avô morre instantes antes da sua chegada. Sozinho, Mauro acaba ficando sob os cuidados do velho judeu Shlomo (Germano Haiut), vizinho de seu avô.

O menino então se vê obrigado a ficar com um vizinho judeu, que tem todo um sistema de vida diferente do seu. Com isso, precisa lidar com um desconhecido e conviver com vários conflitos.

O filme: “O ano em que meus pais saíram de férias”, procura apresentar um momento histórico do nosso país, a ditadura militar, período bastante revistado e mostrado pelo cinema nacional. Uma época de repressão e censura, no qual muitas famílias ficaram marcadas para o resto de suas vidas.

Apesar desse tema, ditadura militar, ser mostrado em outros filmes, há aqui um diferencial, isto porque, apresenta um olhar infantil sobre os acontecimentos. Esse olho do protagonista, ao mesmo tempo inocente e ávido por compreender a confusão a sua volta, consegue criar momentos líricos em meio a um cenário sombrio e também potencializa esse cenário, já que suas conseqüências sobre uma criança soam sempre mais terríveis.

O filme se passa, mais precisamente, no ano de 1970, lembrado como o ano em que a seleção brasileira de futebol conseguiu o tricampeonato, mas que foi também um dos períodos mais repressivos da ditadura, sob o comando, naquele momento, do General Emílio Garrastazu Médici.

Apesar de todos os acontecimentos vividos pelo nosso país em uma época de repressão e censura, a população consegue se alegrar com as conquista da seleção, Há um paralelo entre a ditadura e o futebol. Mauro é um menino apaixonado por futebol, e apesar de está distante de seus pais, vive como um adolescente normal, no auge de sua puberdade, envolto em mundo de fantasias, alheio aos problemas e atrocidades que estava acontecendo naquele período.

Algo que também podemos destacar como interessante no filme é justamente o fato de mostrar o orgulho de ser brasileiro, um povo que não se entrega com facilidade, mas consegue superar as adversidades e mazelas do seu cotidiano. Além disso, o filme não procura dramatizar a vida do garoto Mauro, apelando para o lado emocional da trama.

O filme pode ser indicado para professores de história e Geografia, para que possam refletir com seus alunos sobre uma época de cerca de duas décadas de Regime Militar em nosso país. Além disso, pode ser visto e analisado por professores do Ensino fundamental, e juntamente com seus alunos analisarem as brincadeiras desenvolvidas por Mauro e seus amigos naquela época, fazendo-se um paralelo com as brincadeiras atuais, época do mundo digital na qual as crianças estão inseridas.

O filme: “O ano em que meus pais saíram de férias”, enfim, deve ser assistido pelas famílias, visto que pode ser refletida as relações entre pais e filhos, as quais precisam ser melhoradas na sociedade em que vivemos.

Esse filme me trouxe lembranças significativas da minha infância, pois nasci em meados da década de 1970, e assim como Mauro o protagonista do filme, fui morar também em São Paulo com minha família fugindo da seca que assolava a região de Irecê. Só pude conhecer o meu pai quando já tinha um ano e meio, pois ele havia viajado quando minha mãe ainda estava grávida de mim.

Assim como Mauro, apesar de viver a minha infância no período da Ditadura Militar, de certa forma estive alheia a tais acontecimentos, não deixei de viver no meu mundo de criança, repleto de fantasias.









Atividade deEducação Especial

CRÍTICA DO FILME DE PORTA EM PORTA


EDUCAÇÃO DIREITO DE TODOS


A escola deve oportunizar o acesso ao conhecimento historicamente produzido a todos, além de possibilitar relações e interações sociais, necessárias ao exercício pleno da cidadania. Ninguém deve ser segregado ser alvo de preconceito ou ter algum de seus direitos cerceados pelo fato de ser diferente, de pertencer a outro grupo cultural, social, étnico ou religioso. “A educação é direito de todos”. Faz – se necessário compreender que a educação está baseada na aceitação das diferenças e na valorização do indivíduo, independentemente dos fatores físicos e psíquicos. Nessa perspectiva é que se fala em inclusão, em que todos tenham, os mesmos direitos e deveres, constituindo um universo que favoreça o crescimento,valorizando as diferenças e o potencial de todos.

Durante muitos anos, as pessoas que nasciam com alguma deficiência eram afastadas do convívio social, pois sua diferença era vista como maldição. Hoje isso tem mudado muito,a Constituição Federal garante o direito a educação inclusiva para todos nesse sentido, o trabalho pedagógico no âmbito da escola ou em outros espaços educacionais, deve garantir a qualidade da educação oferecida, reconhecendo e respeitando a diversidade e respondendo a cada um, de acordo com suas potencialidades e necessidades.

O caso de Bill Poter no filme De porta em porta, mostrou que apesar das suas limitações superou todos os obstáculos enfrentados por ele, realmente sua persistência acreditando que era capaz provou que mesmo com sua deficiência é capaz de se sustentar sozinho.

Atualmente, a educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis etapas e realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento que orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns.

Vivemos em uma época em que muito tem se falado na importância da inclusão de pessoas com necessidades especiais em todas as esferas da nossa sociedade, haja vista ser um assunto extremamente atual. Nesse aspecto nós não devemos fazer vistas grossas, mas procurar alternativas que propiciem uma melhor qualidade de vida para tais pessoas, dando-lhes autonomia para superarem as suas dificuldades. Fazendo uma análise da importância das habilidades sociais para o desempenho profissional e a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais no mercado de trabalho, diferentes recursos pedagógicos podem ser utilizados nesse processo de ensino-aprendizagem.

Assistir ao filme “De Porta em Porta”, deu-nos uma visão mais ampla sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas que possuem necessidades educacionais especiais em nossa sociedade. O filme é baseado na história verdadeira de Bill Porter, que nasceu com Paralisia Cerebral (PC), tendo como conseqüências sérios comprometimentos de desenvolvimento, principalmente na fala, expressão facial, na gestualidade e na locomoção. Tanto na entrevista de seleção para a vaga de vendedor quanto nos primeiros contatos com seus clientes, ele vivenciou várias situações de dificuldade, incluindo preconceito e rejeição. Aos poucos, Bill começa a conquistar seus clientes, tornando-se um vendedor muito eficiente em sua área de atuação, ao ponto de receber o prêmio de melhor vendedor do ano.

Alguns ensinamentos da parte de sua mãe contribuíram de forma substancial para que Bill Porter pudesse alcançar êxito na sua carreira profissional, paciência e perseverança. São essas duas qualidades que fazem com que pessoas que possuem certas limitações, possam superá-las e atinjam os seus objetivos.

CRÍTICA DO FILME: CINEMA, ASPIRINA e URUBUS.

CINEMA, ASPIRINA e URUBUS. Direção: Marcelo Gomes. Roteiro: Marcelo Gomes, Paulo Caldas e Karim Ainouz. Brasil: Inovasion,2005,90min.




A história do filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, se desenvolve em meados do século 20, no ano de 1942, e nos traz uma mensagem que caberia perfeitamente em nossos dias.

O filme mostra a metáfora da guerra e da miséria, situação semelhante tanto na Europa afundada na guerra quanto as dificuldades enfrentadas no nordeste brasileiro.

Observa-se na história, a perspectiva da fuga entre os dois personagens, Johann (Peter Kenath), um alemão radicado no Brasil por conta da guerra e Ranupho (João Miguel), pernambucano, que fugia da seca em busca de melhores condições de trabalho. Há, no decorrer das conversas, uma abordagem sempre de maneira sutil e irônica, além de mostrar temas relacionados ao preconceito existente com os nordestinos que moram no sudeste do país.

A idéia do filme surge para retratar o grande fato histórico da segunda Guerra Mundial, razão pela qual, vários imigrantes chegam ao Brasil. À fuga para outros países, a exemplo do Brasil, favorece a implementação de novos hábitos e culturas trazidas pelos imigrantes para o nosso país e isso, de certa forma, contribuiu para o crescimento da cultura em seus diversos aspectos.

Os novos moradores chegam ao nosso país em busca de outros territórios que não estivessem envolvidos diretamente com a guerra, para que assim, pudessem encontrar novas perspectivas de vida. A guerra dura um período de quatro anos, entre 1941 a 1945 e a Alemanha estava passando por um caos. Desta forma, os alemães que chegam ao Brasil procuram melhores condições de trabalho.

Na estrada, o alemão Johann dá uma carona a Ranulpho, pernambucano, homem de humor sanguíneo, o qual quer saber o que o alemão faria para vender seu produto para os nordestinos miseráveis. O interessante é que seu produto é divulgado em um cinema móvel, no qual encanta os moradores que ficam cegos com tanta sedução pelo cinema apresentado.

A linguagem do filme apresenta um regionalismo típico do nordeste, no qual, o personagem Ranulpho é um protagonista que sente na pele os preconceitos marcados por ser um sertanejo que imagina na sua mente as humilhações vividas por outros companheiros na cidade do Rio de Janeiro e São Paulo.

O filme retrata tanto a realidade local, quanto a global entre a vida dos personagens, a cultura entre os continentes e os fatos históricos da época. Ao observar os efeitos que a guerra representa na vida de alguém, vê-se claramente no filme que a mesma, destrói as perspectivas das pessoas, assim como os nordestinos sentiam por causa das misérias existentes, por isso os dois personagens estavam em busca da felicidade.

Assistir a esse filme me permitiu conhecer um pouco o contexto histórico dos nordestinos e especialmente a situação da guerra, que foi a causa da fuga do alemão.

Indico este filme para os professores e alunos, porque eles terão a oportunidade de conhecer outros lugares com situações complicadas vividas tão perto da gente e que, muitas vezes,não paramos para observar.

Indico este filme para os professores de história e geografia, pois é um proposta de estudar o local e o global a vegetação típica do estado do nordeste e também a diversidade cultural do estado do Pernambuco.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Critica do filme As Horas

As Horas: Como se Ensina a Ser Menina


O tempo e as horas em um novo contexto.



AS HORAS. HOURS, The. Direção: Stephen Daldry. Roteiro: Michael Cunningham e David Hare. EUA: Miramax Films, 2002.



As horas, as dúvidas. As horas, o tempo. Que ao passar nos vai encurralando na teia das nossas próprias escolhas. O amor. A sua estranheza. O outro. O que a vida é e o que poderia ser. O espanto.

Neste livro de Michael Cunningham há três histórias. Separadas no tempo e no espaço, mas unidas pela escrita. Virginia Woolf, Clarissa Vaughan, que bem poderia ser o personagem principal de um dos romances da famosa escritora, e Laura Brown que lê os mesmos romances e apenas (ou, sobretudo?) lamenta não poder dedicar à leitura o tempo que deve reservar para a família, são três mulheres que rapidamente se instalam não no imaginário do leitor, mas na sua galeria de afetos. A força e as fraquezas de cada uma delas, o esforço que fazem, e a que assistimos, para não conquistarem o seu próprio espaço à custa dos outros, a angústia de não encontrar o gesto certo, a impotência.

O filme apresenta certo suspense sobre o que vai acontecer a cada minuto, o mesmo perpassa por um contexto histórico diferente, todavia a história das três mulheres se completa, muito embora não haja a possibilidade das três se encontrarem.

Analiso que este filme só deve ser apresentado na escola, para alunos do Ensino Fundamental II (Dois), devido desenvolver uma linguagem muito complexa, além de mostrar cenas que despertam a sexualidade dos alunos. Desta forma, compreendo que as crianças do Fundamental I (Um), ainda não possuem autonomia e maturidade para decidir sobre assuntos polêmicos que se desenrolam no decorrer do filme, como é o caso da homossexualidade.

Indico este filme para os professores e alunos do curso de psicologia, para os filósofos e para as pessoas que buscam uma afirmação para a sua vida sentimental, pois o filme apresenta a história de mulheres determinadas, ousadas, intelectuais, que rompem os preconceitos e quebram paradigmas, pois falar da busca feminina das conquistas da mulher neste contexto não era fácil, contudo temos visto que principalmente a personagem Virgínia Woolf é uma mulher que é uma ativista feminina que vive um paradoxo, pois necessita assumir uma vida que ela não gosta de ser uma dona de casa segundo os padrões do século XX, em que a mulher vivia exclusivamente para os desejos do marido.

No filme, algo me chamou bastante a atenção também, foi à coragem e determinação de Virgínia Woolf, em escrever um livro em que criticar a própria existência humana, porém, discordo plenamente da atitude dela, quando comete o suicídio, isto porque, acredito que devemos resolver os nossos problemas sem fugir da realidade, porque por mais que a vida lhe der motivos para você chorar é preciso encontrar um referencial para você sorrir.

A história da personagem Clarissa é a mais rica em detalhes. Ela é uma editora e tem uma carreira profissional bem sucedida, no entanto, é uma história fictícia. Clarissa mora em Nova Iorque, e deixa claro que a mulher deve trabalhar e assumir o seu papel na sociedade. No decorrer do filme, Clarissa aparece com uma antiga relação amorosa, a qual foi transformada em amizade, por um homem roubado por outro homem. Ela escolhe uma companheira, no entanto, não se esquece das relações que tivera com o amigo, o qual era gay.

Descobri ao assistir o filme, que o amigo de Clarissa era aidético, filho de Laura Brown, o qual foi abandonado pela mãe quando criança.

O filme “As horas”, mostra a câmera sempre fechada para os olhos e as mãos, para retratar os sentimentos e pensamentos dos personagens, tendo como objetivo, captar o que não foi dito em palavras.

Entendo que o nome do filme “As horas”, é devido o tempo ser cronometrado em lugares diferentes e cada personagem marcar o seu tempo com a sua história de vida.